Taiwan, primeiro país asiático a proibir consumo de carne de cães e gatos

Multa para quem for pego comendo carne de cães e gatos vai de 5.000 a 25.600 mil reais.

Taiwan cede às pressões dos defensores do animais

Taiwan cede às pressões dos defensores do animais

Tudo bem que nós, do ocidente, comemos carne de vários animais, o que, segundo alguns ambientalistas e defensores dos animais é um ato de crueldade e desrespeito. Mas existem alguns animais que, talvez, por serem de tradição doméstica, o consumo da carne causa revolta e repúdio na maioria das pessoas. 

Muitos países no mundo, sobretudo da Ásia, têm o costume de comer a carne de cães e gatos, o que me é, particularmente, bem estranho. Mas é complicado, pois a questão passa para além da crueldade e do gosto, já que se trata de cultura, de costume, o que só pode ser combatido com educação, e com lei.

E é o que fez um país asiático quando, em abril de 2017, proibiu o consumo de carne de cachorro e de gato, através de uma lei aprovada por seu Parlamento. Trata-se de Taiwan, que se torna o primeiro país asiático a proibir tal prática enraizada na sua cultura.

A reforma estipula uma pena de prisão de até dois anos e multa de 200.000 a 2 milhões de dólares taiwaneses (cerca de 20.000 a 200.000 reais) para quem maltratar esses animais e comercializar sua carne.

Já para quem comer carne de cachorro e de gato, a pena será de uma multa de 1.500 a 7.700 euros (cerca de 5.000 a 25.600 reais). 

O exército de Taiwan se envolveu numa polêmica gigantesca em 2016, tendo que pedir desculpas publicamente após a difusão de um vídeo em que três soldados torturavam e estrangulavam um cachorro de rua com uma corrente de metal. O caso provocou manifestações no país.

Há muitos anos que o consumo de carne de cães e gatos é algo normal em Taiwan, mas não majoritário, de modo que, ano após ano, cada vez mas pessoas tratam esses animais como membros de suas famílias.

Esperamos que, assim continue, ou seja, que as pessoas por lá, e em todo o mundo onde tal prática é costumeira, passe a tratar cães e gatos como animais tradicionalmente domésticos, dando o respeito e cuidado que merecem.

Ficamos felizes com a iniciativa, mas é sabido que ainda há muito o que fazer!

Compartilhe esta notícia e ajude a difundir a ideia da extensão de tal proibição para todos os países.

 

Fonte: revista Istoé e Jornal El País

por Frederico Monteiro